quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Declaração Universal dos Direitos Humanos


Por toda a parte, num último e talvez desesperado intento para travar a ameaça, milhões de pessoas decidiram descer à rua em Março de 2003 a fim de protestar contra a iminente invasão do Iraque. Não lhes serviu de nada. Seis anos passaram já e o estado de guerra continua, prevendo-se agora, resta saber com que fundamento, que os ocupantes norte-americanos se retirarão do país em 2011. Vencidas, de alguma maneira humilhadas, essas pessoas, milhões, repito, regressaram às suas casas sob o peso da mais desoladora das frustrações. «e agora, que fazemos? queres uma causa? Tens os Direitos Humanos.»As injustiças multiplicam-se no mundo, as desigualdades agravam-se, a ignorância cresce, a miséria alastra. A mesma esquizofrénica humanidade que é capaz de enviar instrumentos a um planeta para estudar a composição das rochas, assiste indiferente à morte de milhões de pessoas com fome. (Chega-se mais facilmente a Marte neste tempo do que ao nosso próprio semelhante.)

terça-feira, 8 de setembro de 2009


Nós não somos heróis.
Só queremos que o mundo
conheça a nossa verdade
e que o povo volte a ter
Liberdade.

Abrll

Num tempo de grande incerteza e insatisfação para a sociedade portuguesa, o poeta e cantor José Afonso ousou anunciar a possibilidade de um mundo diferente, mais justo, fraterno e equilibrado. fê-lo com inegável talento tanto na letra como na música, sem embarcar em linguagens simplistas nem em fórmulas dogmáticas e assim cativou muitas atenções para lá do círculo restrito daqueles que com ele se podiam identificar a um nível meramente político.

sábado, 5 de setembro de 2009

Ser solidario

Ninguém pode negar que, desde o 25 de Abril,
o Povo Português alcançou grandes vitórias
mas estamos ainda longe de alcançar a sua
principal vitória: ultrapassar a amnésia que
afecta os políticos da direita depois de eleitos.

Os outros buscam-lhe fim e eu busco-lhe começo

Se não há mal sem começo nem há começo sem fim,
começo e já me despeço, sem saber mesmo ao que vim.
Sei que outros querem a dor de começar um amor.
Eu quero saber o fim e a tais novidades vim.
Nenhuma porta se abriu ao desejo de saber
o que vim aqui fazer: como pode amor morrer.
Se houver alguém de ciência, que responda
ao que venho, que me ensine como
acaba o amor que ainda não tenho.
Assim se faz a razão, com cuidada precaução.

Outra dimensão


Quando eu cá cheguei, em 1953, ancioso por ser mais um filho da nação, jovem, atento, acordado para a conquista da liberdade à espera de um lugar, não entendo o porquê, nesta esperança dificil de encontrar.